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Foi-se
- Isabella de Andrade
- 16 de out. de 2015
- 1 min de leitura
Antes de tudo, deveria saber
Tua passada foi um trago, um sopro, um rasgo
Um instante sem juízo, uma loucura antecipada.
Era uma passada sem ritmo em meio
A uma calçada quebrada.
Era o instante eterno, atormentado por um não,
Uma espécie de desejo contínuo,
Atravessado por uma fria e inerte pulsação.
Uma terra seca que racha e derruba o passo
De quem insiste em modificar o chão.
Antes de tudo, deveria saber
Que a sensação de vazio é o mistério que mata
Qualquer insana vontade contínua
Que se afasta da própria – e interna – imensidão.

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