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Iemanjá
- Isabella de Andrade
- 2 de fev. de 2015
- 1 min de leitura
É certo que amar veio mesmo das águas.
Se há mar,
Há infinito, força, receio, mergulho,
Vontade.
Sal, gosto, cheiro, barulho,
Verdade.
Em mar e amor e amar,
A mesma falta de razão,
o mesmo sal que gruda na pele,
A mesma dificuldade em se crer nas tais criaturas,
O mesmo medo do mergulho em vão.
Leve-me de uma vez o amor
Mas não me tire o infinito das águas,
Nem o vazio da sua própria imensidão.
Deixe-me ao mar, para navegar sem porto
Sem rumo, sem gente, sem vela
Só mar.
Há mar,
Sem medo de solidão.

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