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Instante
18 de jan. de 2015
1 min de leitura
Eu quero guardar teu tempo, teu cheiro e teu olho de antiga preocupação. Quero guardar teu verso, tua letra, teu som e teu rebuliço da primeira impressão. Quero guardar teu rabisco, tua hora eterna de tão pequena, tua pele e teu gosto meio azedo de ilusão. A gente anda assim, tão despercebido e por vezes perdido e outras vezes sabido e tantas vezes sem paixão. O que se quer é guardar todo instante que nos deixe meter os pés na terra e ainda assim, mantê-los fora do chão.

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