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Permitimos
- Isabella de Andrade
- 20 de jun. de 2015
- 1 min de leitura
O desejo lhe saiu pelos olhos, lhe escorreu pela boca e se esparramou pela pele, assim, feito espuma que se expande ao menor sinal de fricção. Havia alguma espécie de desvio no ritmo da rua enquanto nos preparávamos para desprender-nos as mãos. Mais que isso, era possível reconhecer a presença sorrateira e imperdoável da própria verdade. Silêncio. Permitimos o instante, fechamos os olhos ao tempo.

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